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A história do Ethereum - Porque eles existem

A história do Ethereum – Porque eles existem

A história do Ethereum - Porque eles existem

O protocolo ethereum foi criado para ser uma rede mundial de computadores capaz de executar as mais diversas tarefas de forma autônoma. Também vale lembrar que um dos principais motivos para o Ethereum ter sido criado é possibilitar serviços além dos serviços financeiros básicos. 

Ao mesmo tempo, a rede possui sua própria criptomoeda, funcionando também como meio de troca, além de possível forma para se armazenar valores.

O Ethereum é mais que uma criptomoeda, é uma plataforma online que permite a aplicação da tecnologia do Blockchain para diversos fins

Entenda mais neste artigo!

O que é e como funciona o Ethereum?

Ethereum é uma plataforma de computação descentralizada, opensource, que permite a criação de contratos inteligentes e aplicativos descentralizados, também conhecidos como dapps.

Contratos inteligentes são protocolos de computador que facilitam, verificam ou reforçam a negociação e a execução de algum tipo de acordo. Por exemplo, um contrato inteligente pode ser usado para representar um contrato legal que simula a lógica das cláusulas contratuais ou um contrato financeiro especificando responsabilidades das contrapartes e fluxos automatizados de valor.

Existem quatro pilares tecnológicos que formam a base de um contrato inteligente:

Tokens: integram um sistema seguro que permite que ativos sejam construídos em blockchains existentes. Eles funcionam como um cálculo de valor padrão. Eles podem servir representar bens, serviços e também podem ser usados ​​para servir como identidade, de forma segura e pseudônima.

Rede peer-to-peer: usuários individuais conectam seus computadores para formar uma rede que pode trocar dados sem um servidor central. Bitcoin e Ethereum são executados em redes P2P, assim como quase todas as outras criptomoedas em uso hoje.

Algoritmos de consenso: estes algoritmos permitem que os usuários do blockchain cheguem a um consenso sobre o estado atual do blockchain. O blockchain do Bitcoin chega a um consenso sobre uma mudança de estado global (que normalmente envolve a adição de um novo bloco ao blockchain) cerca de uma vez a cada 10 minutos, enquanto o blockchain do Ethereum atinge o consenso em aproximadamente 15 segundos

“Turing” máquina virtual: uma máquina virtual é um computador que existe em forma de software e pode ser executado em uma camada acima de seu hardware. Um sistema “Turing” pode executar qualquer programa e é poderoso o suficiente para implementar qualquer programa definido em qualquer sistema computacional semelhante.

O Bitcoin por exemplo não é Turing, pois sua máquina virtual só pode executar classe de programas muito mais simples.

Explicando alguns termos antes de continuar:

Máquina Virtual: o Ethereum permite que programas de propósito geral sejam executados ao longo da rede. Tais programas são os famosos smart contracts que, por sua vez, são descritos através de linguagens de programação Turing-completas, como a linguagem Solidity.

Turing-completude: a Máquina Virtual Ethereum é como se fosse a simulação de um “hardware”, mas com 100% executado por meio do software. A máquina virtual Ethereum pode executar códigos de linguagens de programação “turing-completas”. Porém, não podemos dizer que a máquina virtual (sozinha) é turing completa. O conjunto Máquina Virtual Ethereum + Linguagem Solidity formam um sistema turing completo.

No futuro, os contratos tradicionais podem ficar desatualizados para certas transações. Em vez de redigir um contrato caro e demorado empregando de intermediários como advogados, bancos, notários e Microsoft Word, os contratos poderiam ser criados com algumas linhas de código. Contratos inteligentes podem ser construídos automaticamente conectando cláusulas legíveis por humanos.

Os contratos inteligentes também são utilizados por serviços financeiros, incluindo stablecoins atreladas a alguma moeda FIAT como, por exemplo, dólar ou euro. Eles servem para armazenar garantias de forma segura, transparente, por exemplo, para contratos de empréstimo.

Como surgiu o Ethereum?

Ethereum é uma blockchain, assim como Bitcoin, que surgiu em 2013 e foi idealizada pelo programador russo-canadense Vitalik Buterin.

Junto com o Ethereum, foi criada a criptomoeda ether (ETH) para funcionar com as diversas aplicações do blockchain.

Buterin conheceu o bitcoin em 2011 e apesar de entender de tecnologia não deu muito valor a ideia de Satoshi Nakamoto (pseudônimo do criador do Bitcoin).

Depois que Buterin terminou a faculdade de Ciência da Computação, viajou pelo mundo conhecendo pessoas que estavam trabalhando com a criptomoeda. 

A partir desses encontros com especialistas surgiu a ideia de usar a blockchain da Bitcoin não apenas para transferir dinheiro pela internet sem intermediação de terceiros, mas também para descentralizar outros segmentos.

Usando como base o código do Bitcoin, Buterin publicou o white paper inicial do projeto para introduzir o Ethereum. Em julho de 2014, para dar início ao Ethereum, a plataforma lançou uma ICO e conseguiu arrecadar US $18,5 milhões.

Mas foi só em julho de 2015 que a blockchain se destacou e ganhou vida.

O Ethereum desde então, se tornou a plataforma blockchain com a segunda maior capitalização do mercado, atrás apenas do Bitcoin.

Diferenças entre Ethereum e Bitcoin

Como tanto Bitcoin quanto o Ether são ativos digitais com redes blockchain próprias, os dois contam com as mesmas funcionalidades básicas de armazenamento, transferência, independência, divisibilidade e segurança.

Sendo que todas as movimentações são públicas e podem ser visualizadas pelos usuários. Apesar dessas semelhanças,  existem muitas diferenças entre Bitcoin e Ethereum. Confira:

Uma das grandes diferenças entre o Bitcoin e o Ethereum, é que o Bitcoin é uma moeda e o Ethereum é uma rede.

O Bitcoin foi criado para ser usado como uma moeda de troca e o seu objetivo principal é ser transferido de um usuário para outro. As suas outras funções são em prol da realização dessa função principal. Em contrapartida, o Ethereum possui objetivos muito mais amplos do que o Bitcoin.

Em resumo, a grande diferença entre Bitcoin e Ethereum é que o Bitcoin é apenas uma criptomoeda e o Ethereum é uma tecnologia que permite a criação de novas tecnologias. Sendo assim, no Ethereum é possível usar os contratos inteligentes para firmar qualquer acordo entre duas pessoas de forma segura.

Já em relação a velocidade o Ethereum é considerado mais rápido do que o Bitcoin. Isso porque eles trabalham com tempos diferentes nos blocos da rede blockchain.

Outra diferença entre o Bitcoin e o Ethereum é que no Bitcoin os custos variam segundo o espaço que a transação irá ocupar no bloco. Já no Ethereum os custos variam de acordo com a complexidade da execução do contrato. Sendo que normalmente o Ethereum possui custos mais baixos.

Conclusão

O Ethereum deve mudar não apenas a maneira como a internet funciona, mas também revolucionar serviçõs e ssetores que existem há centenas de anos.

Futuramente deverá chegar o Ethereum 2.0 e um dos principais motivos por trás da atualização é a escalabilidade da Ethereum. 

No Ethereum 1.0, a rede suporta, no máximo, 30 transações por segundo, o que causa congestionamento e atrasos.

O Ethereum 2.0 promete o processamento de 100 mil transações por segundo, que será alcançado após a implementação de estratégias de escalabilidade como shard chains.

Portanto, não deixe de saber mais sobre a segunda maior capitalização do mercado. 

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Referências

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